sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A Carta - capítulo 4


Rio de Janeiro 25 de Outubro de 1985
Olá Alice do futuro, bem era para ser apenas uma carta mais eu não consegui colocar em uma carta só tudo o que eu quero contar e  tudo o que eu gostaria de saber, então vou te contar como foi meu dia.
André me chamou para caminhar no parque, o que foi muito bom, pois ele me beijou e depois ficou da cor de um pimentão claro que eu nem liguei alias achei muito fofo, depois disso minhas amigas piraram e eu não consigo parar quieta acho que meus pais estão desconfiando.
Uma coisa que gostaria de saber é como andará as minhas duas amigas Renata e Sara, essas duas criaturinhas fazem parte da minha vida espero que você ainda mantenha contato
Ah! Mais uma coisa, deixar essas cartas em casa vai ser muito fácil para que você as encontre, e eu escrevo para você lembrar de como era sua juventude. Bem eu sempre quis ser exploradora e encontrar tesouros e as cartas serão o seu tesouro por isso vou lhe dar uma pista em uma frase “o amor é como uma semente que com o tempo cresce fica forte e traz grandes frutos”
Espero que você as encontre, mande um beijo para as crianças.
                                                                                                                                     Alice 15 anos.
E assim Alice terminou de ler para todos de sua família a tão preciosa carta, Fernando olhou para seu pai rindo e disse:
“Vermelho como um pimentão?”
Todos que estavam à mesa riram, porém André estava mais curioso com a ultima parte da cartinha de sua amada...
 “Você travou uma guerra com as baratas para conseguir esse pequeno pedaço de papel e agora vai ter que dar uma de Indiana Jones para ler o resto? Você não tinha nada para fazer não?”
Mais uma vez a gargalhada foi geral, realmente no que ela estava pensando em bolar tudo aquilo, depois ela entendeu:
“Ora a culpa foi sua eu estava tão agitada que bolei uma aventura para depois dos quarenta”
“Você irá chamar a sua mãe outra vez?” Perguntou André.
“Acho melhor não ou ela terá mais um filho”. Respondeu Alice e mais uma onda de risos ecoou pela mesa de jantar.
A pergunta agora na mente de todos é o que significa a tal frase “o amor é como uma semente que com o tempo cresce fica forte e traz grandes frutos”?
Bem isso vamos descobrir mais tarde, pois agora Alice irá cuidar de seu lar.
   

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Entra ai pessoal :)

Olá leitores, espero que estejam gostando da história A Carta. Mas estou aqui para indicar um blog muito bom  http://blogs.abril.com.br/jovemescritora e divirtam-se com as mais diversas histórias de Nathalia Farina.

domingo, 7 de novembro de 2010

A Carta - capítulo 3

No outro dia de manhã Alice telefonou para sua mãe e pediu a chave de sua antiga casa, curiosa sua mãe perguntou para que ela queria entrar numa casa velha e abandonada, então Alice a explicou o mistério das cartas e disse que provavelmente estariam lá, sua mãe logo se animou e disse “coloca mais água no feijão, pois eu to indo ai!” Dando uma risada então ela desligou o telefone.
Passados exatamente 30 minutos dona Ana mãe de Alice bateu na porta da casa de sua filha, Alice nem a convidou para entrar, as duas saíram afobadas como se fossem duas adolescentes coisa que já não eram há muito tempo.
Uma hora depois chegaram a sua antiga casa, um lugar que em algum momento foi aconchegante e encantador, mas que agora o sobrado de dois andares estava abandonado e sujo.
Olhando para o quintal Alice começou a se lembrar de sua infância e logo se apressou em procurar no lugar que desconfiava estar.
Atravessando o quintal existia uma espécie de depósito com algumas caixas velhas, ela então correu e quase tropeçou num pedaço velho de madeira, rapidamente remexeu nas velhas caixas, ás vezes espirrava e outra tossia, e sua mãe ficou analisando de longe ansiosa para que a filha encontrasse logo as tão preciosas cartas.
Alice olhou quase todas as caixas, porém havia uma caixinha amarelada bem no cantinho quase tímida, então Alice estendeu as mãos com um chinelo preparada para as baratas que saíram desesperadas como se o mundo estivesse desmoronando, o que na verdade faz sentido, pois aquela caixinha era o mundo delas.
Dona Ana virou a cara morrendo de nojo e Alice gritava sacudindo a pequena caixa era uma mistura de risos com muito nojo uma verdadeira guerra contra aqueles asquerosos insetos “corra mamãe! Salve-se” Alice gritava e ria, e sua mãe respondia “não vou sem você minha filha” dona Ana agarrou a primeira coisa que pode e foi ajudar sua filha.
Por fim em meio a toda aquela bagunça Alice avistou o tão valioso envelope laranja no fundo da caixa então ela disse “morram criaturas!” Jogou a caixa no chão pegou o envelope e saiu correndo com sua mãe, quando tudo ia bem olhou para o portão e viu vários ratos.
Parecia que as baratas estavam chamando reforços Alice olhou para o lado e disse a barata ”isso foi golpe baixo” sua mãe que não brincava mais estava começando a se assustar.
Alice pegou a sua mãe e saiu correndo pisando em barata e chutando ratazanas e muito feliz saiu daquele lugar, se um dia ela for voltar para procurar mais cartas vai chamar um dedetizador.
Depois do susto Alice levou sua mãe para casa e prometeu que não iria voltar para aquele lugar antes de uma boa limpeza.